21 de mar de 2011

DUB - Eric Marke Live (Anhembi Morumbi 2011.1)

Como sempre, as aulas do Eric Marke sao interessantes. Hoje continuamos com a historia e evolucao da musica eletronica nos anos 60, equipamentos, sintetizadores e formas diversas de fazer musica, fechando com um live de Dub (video abaixo). Algumas consideracoes sobre o Dub, extraidos da Wikipedia pra voces conhecerem um pouco mais sobre o assunto! 

(Atualizo ja com o video que ainda esta no cel!)
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DUB

Sound System - Jamaica

dub surgiu na Jamaica no final da década de 1960. Inicialmente era apenas uma forma deremix de músicas reggae, nos quais se retirava grande parte dos vocais e se valorizavam obaixo e a bateria. Muitas vezes também se incluía efeitos sonoros como tiros, sons de animais, sirenes de polícia, etc. Suas bases foram usadas posteriormente em todos os estilos de música eletrônica moderna, inclusive o Rap, que teve sua criação diretamente ligada ao Dub quando Jamaicanos migraram para os EUA e divulgaram a técnica. No Dub os "improvisadores" (freestylers no rap) são chamados "toasters", os "rimadores" (rappers no rap) são chamados "DJ" e os DJ's (Disc Jockey no rap) são chamados "selectors" ou "selectas", "seletores" no Brasil.
Hoje em dia o dub é considerado um estilo musical, não mais mera forma de remix.

Caracterização

O dub é caracterizado por ser uma versão de músicas existentes, tipicamente enfatizada pelas batidas da bateria e as linhas arrojadas debaixo. As trilhas instrumentais são saturadas de efeitos processados (delay e reverb) aplicados a pedaços da letra e em algumas peças da percussão, enquanto os outros instrumentos passeiam entrando e saindo da mixagem, e algumas vezes do tempo da música. Uma outra característica do dub é o baixo encorpado com tons bem graves. A música incorpora, além de efeitos processados, outros ruídos como cantar de pássaros, trovões e relâmpagos, fluxo de água, e algumas inserções de vocais externos; pode ser mixada ao vivo por DJs, aumentando o grau de detalhes sonoros.


Versões instrumentais

Essas versões são geralmente instrumentais, algumas vezes incluindo trechos de vocais da versão original. Freqüentemente essas faixas são usadas por toasters (espécie de oradores) em rimas expressivas e de grande impacto com letras aliteradas, que são chamadas de remixes de DJs. Como oposto da terminologia hip-hop, no dub quem comanda o microfone é chamado de DJ (também chamado de MC – Microfone Commander ou Master of Ceremony), enquanto quem escolhe as músicas e opera os toca-discos é o seletor.


Economia

A maior razão da produção de várias versões é a economia: um produtor pode usar uma gravação própria para produzir inúmeras versões dentro de uma única sessão de estúdio. Essas versões são também uma oportunidade para exercitar o lado criativo do produtor e do engenheiro de som. Normalmente essas versões eram lançadas no lado B dos singles, enquanto o lado A era exclusivo para o lançamento de hits.

Principais artistas

King Tubby
O produtor King Tubby é considerado o pioneiro do dub. Lee "Scratch" Perry e o inglês Mad Professor são outros nomes conhecidos.
Mrom é o autor da versão dub de "One Love", de Bob Marley. Inclui duas versões diferentes, com modificações leves (LSD Version) e pesada (Extra Lysergic).

Dub no Brasil

As primeiras canções em ritmo dub feitas no Brasil foram lançadas pela banda Paralamas do Sucesso, no disco Selvagem?, em 1986. Eram as músicas "Teerã Dub" (versão dub de "Teerã") e "Marujo Dub" (versão dub de "Melô Do Marinheiro").
Selvagem - Paralamas
Na década de 90 mais bandas visitaram o estilo.
Em 1994, a banda carioca O Rappa lançou seu álbum de estréia, que trazia canções dub. O estilo da banda traz bastante influência do dub, principalmente nos shows, onde fazem ao vivo versões dub de suas canções.
Outra banda bastante influenciada pelo dub foi Chico Science & Nação Zumbi. Embora possa ser difícil identificar quais canções da banda trazem influência de dub, ela é bastante evidente em faixas como "Côco Dub" e "Dubismo".
Em 1999, a banda Cidade Negra lançou o álbum Dubs, talvez o primeiro álbum lançado no Brasil só com músicas em ritmo dub. O disco vinha acompanhado da compilação chamada Hits, que trazia relançamentos das canções de maior sucesso dos discos anteriores. Nos discos posteriores da banda, várias canções passaram a ter bastante influência do dub.
Outras bandas que lançaram músicas em ritmo dub no Brasil foram DjambiEcho Sound SystemCanamaréSkankReggae BIriê (com versões dub remixadas por Ricardo Vidal - técnico de som do Rappa - e Nelson Meirelles - integrante do Digital Dub e quem produziu os dois primeiros discos do Cidade Negra). Também as bandas gaúchas Profetas d'Zion e Ultramen (com as canções "Estrada Perdida Dub" e"Máquina Do Tempo Dub"), e o grupo de rap Face Da Morte.
Recentemente surgiu um certo interesse pelo dub no Brasil, o que fez surgirem algumas bandas especializadas nesse estilo, como Dubtribe Sound System.
No Rio de Janeiro, o primeiro sound system especializado em dub foi o Digitaldubs, criado em 2001 por MPC, Nelson Meirelles e Cristiano Talkmaster. Na Bahia, o dub é representado pela banda Dubstereo Sound.

VER: 

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